Designer… de que?
Nos últimos anos tenho visto uma preocupação muito grande dos profissionais de web de tentarem se rotular de alguma forma como arquiteto de informação, designer de interação, designer de interface, designer de experiência, user experience designer, engenheiro de usabilidade, e por aí vai. Eu, muitas vezes, também despendi muito tempo com esse pensamento de autoconhecimento para saber onde me encaixar.
Durante anos (talvez até hoje) fui conhecido em Recife como arquiteto de informação. Talvez por ter sido o primeiro a ter começado no laboratório da universidade com este cargo pode ter influenciado um bocado. Depois ainda me intutilei front-end engineer, e depois como designer de interação, por acreditar que estava realizando atividades fora do mundo web e que não se encaixa mais com os nomes que eu tinha referido anteriormente.
Muita gente já tentou explicar o que é e o que faz o designer de interação. O Fred, do Usabilidoido e Faber Ludens, foi um dos primeiros no Brasil a falar sobre o assunto e tem vários textos a respeito. Muitos, como o professor Luiz Agner, também tentaram explicar o que o arquiteto de informação faz (podem ver nesses textos sobre, ou este vídeo).
Porém hoje conversando com o doutor em design e designer sênior do INdT Robson Santos, posso dizer que encontrei a maneira, no meu ponto de vista, mais correta para descrever o que faço. Para o Robson, ele é designer que trabalha com serviços e comunicação móvel (é assim que descreves mesmo? Falastes hoje mas não gravei!). E é bem como penso atualmente verificando os termos que vejo aqui na europa no Mestrado em Tecnologia e Arte Digital.
Hoje posso afirmar que sou designer e trabalho com arquitetura de informação, design de interação, design de experiência, front-end, usabilidade, objetos tangíveis, monitores públicos, aplicativos móveis, visão por computador e multitouch. E sim, precisarei mudar minhas descrições nas redes sociais!