Levanta pra jogar!
Por Thatiana Pimentel
Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
http://www.pernambuco.com/educacao/materias/2009/games.shtml
A relação entre sedentarismo e videogames acaba de ser quebrada. Uma equipe do GDRLab (Gadget Design Research), que faz parte do departamento de design da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), está finalizando uma série de jogos virtuais que usam o movimento corporal ao invés dos tradicionais joysticks para controlar as funções dos games. E se engana quem pensa que o player usa fórmulas mirabolantes e que só os computadores de última geração conseguem reproduzir a tecnologia. Para jogar, basta um computador ligado à internet e uma webcam.
“A ideia é fazer com que as crianças façam exercícios na frente do computador. Para isso, entendemos que é preciso despertar o interesse dos meninos e meninas de uma forma estimulante, e os jogos virtuais fazem isso. A diferença agora é que, ao invés de ficar sentado na frente do computador ou da televisão, essa criança vai fazer polichinelos, vai correr, se abaixar, vai fazer movimentos que a gente nem imagina”, explicou o coordenador do projeto e chefe do departamento de design da UFPE, André Neves. Segundo ele, ao colocar os pequenos dentro dos jogos, a nova técnica mexe com o imaginário infantil de uma forma que eles se movimentam sem notar. “É a realização do velho sonho de entrar dentro do filme. A criança vai perder peso brincando”, comentou.
Histórico – Outra forma de interação que fez sucesso nos últimos anos é o Nitendo Wii, jogo que utiliza um controle para capturar os movimentos do jogador. Nesse mesmo segmento, também estão os controles que imitam instrumentos musicais como nas séries Guitar Hero e Rock Band. O esperado é que nos próximos anos, os jogos virtuais ofereçam maneiras de o usuário criar conteúdo adicional e compartilhar suas criações tudo isso sendo feito dentro do próprio jogo, sem utilizar ferramentas adicionais como no caso dos jogos Spore, Guitar Hero e principalmente o Little Big Planet. Esta revolução vem sendo chamada pela indústria de game 2.0 pela sua semelhança com o conceito de web 2.0.