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Construtivismo sócio-histórico

POSTURA POLITICO-CONSTRUTUTIVISTA
pg 18 e 19
Antes de mais nada, o compromisso político do construtivismo sócio-histórico é com a formação do cidadão. Qualquer escola, pública ou particiular, é uma instituição social para prestação de ensino à população. A qualidade desse ensino se mede pela qualidade do cidadão que cada escola forma.

Por cidadão deve-se entender o indivíduo independentemente de raçam credo, principios filosóficos ou políticos, origem social e econômica. A cidadania é um direito inalienável da pessoa humana.

O que as massas populares buscam é a conquista da cidadania mas essa conquista não é boa para os que tradicionalmente vêm tirando proveito da ignorância do povo. Daí a razão porque se atribuem intenções escusas aos movimentos populares e se fazem tentativas de denegrir qualquer iniciativa das massas.

Assim as massas populares, para conquistar a cidadania, precisam lutar contra todos os tipos imagináveis de barreiras. São barreiras econômicas, materiais e também simbólicas, como linguagem, mitos, superstições e crendices. Muitas vezes as barreiras simbólicas são as que mais amarram as pessoas, porquem agem no imaginário delas.

A didática, pela qual fazemos a aplicação do construtivismo ao ensino, não considera apenas a dimensão técnica, mas também humana (ou social) e, principalmente, a política. Não há prática pedagógica que não tenha compromisso político. Dessa maneira, o construtivismo, na versão sócio-histórica que defendemos aqui, no momento, assume cada vez mais uma postura em favor das massas populares que, no momento, lutam pela conquista da cidadania. Vale dizer: o compromisso básico do construtivismo é com o povo, porque ele é o novo conteúdo das escolas.

Ter compromisso com as massas populares significa que a escola deve dar a elas o que mais necessitam: o conhecimento científico e tecnológico. Esses conhecimentos as massas populares não os têm, justamente os conhecimentos que criaram a modernidade e que, sob o influxo da informática e robótica, estão criando a pós-modernidade. As camadas abastadas da sociedade apropriam-se de todos os tipos de conhecimento e, quando eles chegam ao povo, chegam mutilados.

O compromisso da escola é com a democratização do saber na sua totalidade. O conhecimento é herança da humanidade, direito de todos. A escola deve ser contra o empobrecimento do currículo e a mutilação dos conhecimentos sob qualquer pretexto.

pg 23
No construtivismo , o pensamento vai “da ação para o conceituação”, das atividades para a metacognição, isto é, para a reflexão mental. É a dialética do todo e não das partes.

Referência:
MATUI, Jiron. (1995). Construtivismo, teoria construtivista sócio-histórica aplicada ao ensino. São Paulo: Editora Moderna.

Levanta pra jogar!

Por Thatiana Pimentel

Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

http://www.pernambuco.com/educacao/materias/2009/games.shtml

A relação entre sedentarismo e videogames acaba de ser quebrada. Uma equipe do GDRLab (Gadget Design Research), que faz parte do departamento de design da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), está finalizando uma série de jogos virtuais que usam o movimento corporal ao invés dos tradicionais joysticks para controlar as funções dos games. E se engana quem pensa que o player usa fórmulas mirabolantes e que só os computadores de última geração conseguem reproduzir a tecnologia. Para jogar, basta um computador ligado à internet e uma webcam.

“A ideia é fazer com que as crianças façam exercícios na frente do computador. Para isso, entendemos que é preciso despertar o interesse dos meninos e meninas de uma forma estimulante, e os jogos virtuais fazem isso. A diferença agora é que, ao invés de ficar sentado na frente do computador ou da televisão, essa criança vai fazer polichinelos, vai correr, se abaixar, vai fazer movimentos que a gente nem imagina”, explicou o coordenador do projeto e chefe do departamento de design da UFPE, André Neves. Segundo ele, ao colocar os pequenos dentro dos jogos, a nova técnica mexe com o imaginário infantil de uma forma que eles se movimentam sem notar. “É a realização do velho sonho de entrar dentro do filme. A criança vai perder peso brincando”, comentou.

Histórico – Outra forma de interação que fez sucesso nos últimos anos é o Nitendo Wii, jogo que utiliza um controle para capturar os movimentos do jogador. Nesse mesmo segmento, também estão os controles que imitam instrumentos musicais como nas séries Guitar Hero e Rock Band. O esperado é que nos próximos anos, os jogos virtuais ofereçam maneiras de o usuário criar conteúdo adicional e compartilhar suas criações tudo isso sendo feito dentro do próprio jogo, sem utilizar ferramentas adicionais como no caso dos jogos Spore, Guitar Hero e principalmente o Little Big Planet. Esta revolução vem sendo chamada pela indústria de game 2.0 pela sua semelhança com o conceito de web 2.0.

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