Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

Blog

ÉDesign.

Essa semana, até sexta feira, dia 5, está acontecendo o ÉDesign – 1º Encontro de Estudantes de Design de PE - no CEFET. Tive a oportunidade de ser condutor de uma mesa redonda – ou como chamada no evento, Pipoqueira – com o tema proposto Quem é o designer. A proposta visava fazer um panorama do desenvolvimento acadêmico da atividade do designer bem como suas ramificações e especialidades que surgem.

A conversa começou com o professor Hans Weachter, da UFPE, falando um pouco da atividade do designer, dando uma passada rápida nas bienais e outros eventos que incentivaram e consolidaram o fazer design e também mostrando um diagrama super completo das ramificações que a profissão passou a ter, por necessidade, atualização, demanda…
Enfim, por o design ser plástico, parafraseando o professor Marcos Galindo¹ ele acaba se moldando a essas necessidades que surgem e consegue configurar formas novas de trabalho, ou como dito lá na pipoqueira, é o design fazendo o redesign do design, acompanhando as demandas e tendências.

Falando em tendências e acompanhando essa necessidade de especialização, quem falou depois foi Alethea Goara, professora de Design de Moda da Maurício de Nassau dando um passagem no que é design de moda e mostrando as atividades que este profissional pode oferecer ao mercado. Falou também um pouco sobre a diferença ( existe?? ) entre design de moda e estilismo… é, para ela também não existe uma diferença entre eles.

Depois quem teve a palavra fui eu. Interessante, a pessoa que estava lá para falar sobre mídia digital não tinha apresentação no computador… “casa de ferreiro, espeto de pau” . Pois bem, falei um pouco sobre o que é realmente o webdesigner, e do profissional formado em um curso superior tecnológico.

O ponto que gerou uma maior interação entre os participações foi realmente este do aluno formado em um curso tecnológico. Foi levantado por mim a dificuldade deste aluno não ter um acompanhamento para uma iniciação científica, por exemplo, o que dificulta o mesmo ao final do curso no ingresso para um curso de mestrado ou especialização. Mesmo sabendo que a proposta do curso é de formar profissionais para o mercado de trabalho, ter este diálogo é interessante para deixá-lo mais perto da ciência fazendo-o refletir melhor a prática profssional.

Foi dito pela professor Rejane Rego, mediadora da Pipoqueira e professora do próprio CEFET, que o curso naquela instituição passou a ter no primeiro período uma cadeira de iniciação científica, que a própria leciona e que este quadro esta sendo um pouco nos cursos tecnológicos das instituições públicais porém nas particulares…
E aí fica minha dúvida, será que as instituições particulares vão ver que este tipo de iniciativa forma um profissional mais crítico e com reflexões mais embassadas? Não é interessante isso? Não faz parte do perfil dos cursos?

Abrem-se as portas para esta discussão….
Até onde o mercado pode interferir na academia, até onde a academia consegue influenciar o mercado? Refletir o mercado, para melhorá-lo e fazer diferente não a maneira correta? Então porque não há incentivos?

Logo após essas idéias levantadas Flávia, do Centro de Design do Recife, falou um pouco das ações do Centro e do incentivo do governo para a atividade do design em PE, embalando a conversa também falou um pouco da experiência profissional dela que levantou uma outra questão interessante que foi a interdisciplinaridade e multidisciplinaridade do design.

Falando um pouco sobre isso, acho que não só interdisciplinaridade no curso, mas acho que estamos conseguindo fazer isto no meio acadêmico de Design de Pernambuco, os estudantes estão cada vez mais engajados e construindo uma rede muito interessante, por exemplo… um estudante de moda hoje em dia, consegue ter um contato mais direto com um estudante de design gráfico nos eventos e iniciativas sobre a prática profissional.

Então vimos frutos do trabalho realizado desde a Expo Design N/NE sendo lapidado num evento como o ÉDesign que merece o agradecimento de todos que fazem design em Pernambuco por incentivar e formentar a conversa sobre nossa profissão e áreas afins.

Neste evento também foi lançada a candidatura do NDesign Pernambuco 2009, ou seja, vamos incentivar mais do que nunca os próximos encontros e fazer com que todos os estudantes do estado estejam unidos para montar mais esse grande evento.

¹ Marcos Galindo é professor Dr. e chefe de departamento do curso de Biblioteconomia da UFPE e coordenador e orientador do Laboratório Liber, onde trabalho.

topo