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Designer… de que?

Nos últimos anos tenho visto uma preocupação muito grande dos profissionais de web de tentarem se rotular de alguma forma como arquiteto de informação, designer de interação, designer de interface, designer de experiência, user experience designer, engenheiro de usabilidade, e por aí vai. Eu, muitas vezes, também despendi muito tempo com esse pensamento de autoconhecimento para saber onde me encaixar.

Durante anos (talvez até hoje) fui conhecido em Recife como arquiteto de informação. Talvez por ter sido o primeiro a ter começado no laboratório da universidade com este cargo pode ter influenciado um bocado. Depois ainda me intutilei front-end engineer, e depois como designer de interação, por acreditar que estava realizando atividades fora do mundo web e que não se encaixa mais com os nomes que eu tinha referido anteriormente.

Muita gente já tentou explicar o que é e o que faz o designer de interação. O Fred, do Usabilidoido e Faber Ludens, foi um dos primeiros no Brasil a falar sobre o assunto e tem vários textos a respeito. Muitos, como o professor Luiz Agner, também tentaram explicar o que o arquiteto de informação faz (podem ver nesses textos sobre, ou este vídeo).

Porém hoje conversando com o doutor em design e designer sênior do INdT Robson Santos, posso dizer que encontrei a maneira, no meu ponto de vista, mais correta para descrever o que faço. Para o Robson, ele é designer que trabalha com serviços e comunicação móvel (é assim que descreves mesmo? Falastes hoje mas não gravei!). E é bem como penso atualmente verificando os termos que vejo aqui na europa no Mestrado em Tecnologia e Arte Digital.

Hoje posso afirmar que sou designer e trabalho com arquitetura de informação, design de interação, design de experiência, front-end, usabilidade, objetos tangíveis, monitores públicos, aplicativos móveis, visão por computador e multitouch. E sim, precisarei mudar minhas descrições nas redes sociais!

7 Comentários

  1. dudu, em 13 de maio de 2010 disse:

    Cara, acho que isso atormenta ou já atormentou muita gente.

    Eu concordo com a conclusão a que vc e o Robson chegaram. Acho que o INdT tem uma visão muito certa sobre esse cargos, quando se referem as disciplinas de UX, por exemplo AI, não como um fim em si mesmo, mas skills que o designer possui.

    Essa confusão toda, pra mim, tem a ver com a má interpretação das práticas de AI no Brasil. Elas acabam sendo confundidas com as práticas do designer, o que não é verdade. Mas isso da é pano pra manga pra discutir heheh

    Abra!

  2. Tweets that mention Rodrigo Medeiros » Designer… de que? -- Topsy.com, em 13 de maio de 2010 disse:

    [...] This post was mentioned on Twitter by Eduardo Loureiro and Marcos Machado, Rodrigo Medeiros. Rodrigo Medeiros said: "Designer… de que?" lá no meu blog. http://tinyurl.com/35anbbh [...]

  3. Marcos Paulo Machado, em 13 de maio de 2010 disse:

    Hoje vejo muito essa tentativa de diferenciação. Mas, acredito que o motivo real de todas essas titulações é destacar-se da banalização que de tornou o termo “designer”.

    Afinal, hoje todos somos designers, inclusive o sobrinho, o amigo chegado e o técnico em programação visual pelo INAP. Não estou desmerecendo ninguém e nem acho que tais não possam ser, porém a maioria não é e se denomina.

    Então vemos todas essas denominações como uma tentativa de sair do comum e se tornar algo a mais do que o cara que desenha.

  4. Erico Fileno, em 13 de maio de 2010 disse:

    Hum? Essas discussões sempre caem em coisas do tipo: e pra ser designer precisa fazer faculdade de design? Nesses casos o que as pessoas se intitulam? Acho que a coisa é mais livre mesmo.
    Acho ainda que a coisa não é tão simples pq há particularidades entre as áreas do design e muitas variáveis. Assim com dizer quem começou com as coisas…acredito que é tudo um movimento e que hj está crescendo a onda, mas já tinha muita gente surfando sobre AI, IxD e usabilidade há anos. E não digo 5 ou 6 anos…falo em 15 a 20 anos…quando não existia blog ou até mesmo Internet. O pessoal estava por aí trabalhando e criando os conceitos que depois essa outra geração começou a subir isso em blogs.

  5. Luiz Tiago.com, em 13 de maio de 2010 disse:

    Muito bom! Com “poucas” palavras, conseguiu se descrever muito bem…
    Parabéns, man! É isso ai!

    Enquanto nossa profissão não tiver uma espécie de “sindicato” bem organizado, vai ser mto difícil encaixar a profissão e especialidade de cada pessoa no cenário mundial. São coisas que mudam todos os dias e o CBO brasileiro não dá conta do recado. Eu por exemplo sou “Programador de Sistemas de Informação”, mas não sou… Deu p/ entender?! =P

  6. Marcos Souza, em 13 de maio de 2010 disse:

    Complicado ou fazemos ser?
    Acredito que a dificuldade vai além das intitulações pelo do que se faz, e sim pelo o que se acredita ser.
    Quantas vezes nos pegamos descutindo com colegas da área sobre “o que é Design”, “o que é ser Designer” , “papel do designer”… e por fim, não sair convicente?
    Por ser um termo relativamente novo, Design, o Designer ,da margens a essas interpretações e intitulações.
    Eu particularmente tenho na assinatura do email “Designer de Interfaces”, trabalho com web a 5 anos no front-end e UX e estou a 3 meses desenvolvendo widgets para mobile.
    Com esse titulo me encontrei numa posição a qual acredito não receber proposta para desenvolver adesivos para parede, marcas, impressos e outros artefatos que não sejam em plataformas digitais.
    Concordo com o Erico, “Acho que a coisa é mais livre mesmo” e também com o Rodrigo, mas ficaria complicado de dizer “sou designer e trabalho desenvolvendo widgets”, de 9h as 17h
    , e “sou designer e trabalho com front-end, Ai e UX”, freelance.
    Abraço

  7. Rebeca Sá, em 15 de julho de 2010 disse:

    Meu ponto de vista sobre essa discussão sobre rótulos: você se nomeia em função do público que você quer atingir e em função do grupo para o qual você quer pertencer. Nos EUA, tenho visto que existem excelentes oportunidades para Interaction Designers. Eles chamam Interaction Design (versão resumida, IxD) porém Rodrigo e outros profissionais que estão (ou estavam) na miscelânea dos rótulos em Recife poderiam se encaixar perfeitamente no perfil de Interaction Designers.

    A confusão existe porque existem muitas intersecções entre as áreas de Interaction Design, Interface Design, Visual Design, AI, UX e similares. O que importa no final das contas é o conhecimento das técnicas e metodologias, de forma que o profissional possa se destacar numa dessas áreas (ou em qualquer uma delas, dependendo de como ele se posiciona no mercado).

    Obviamente, sem competência nem conhecimento das técnicas e metodologias, qualquer rótulo será uma falácia.

    Para quem tem interesse na área de Design de Interação, indico um livro de um colega de trabalho aqui da empresa onde eu trabalho nos EUA.

    http://www.thoughtsoninteraction.com/

    Jon Kolko coloca seu ponto de vista sobre a profissão, e como ela abrange outras áreas (AI, Usability Engineering etc). Eis sua definição:

    Interaction Designers are the shapers of behavior. Interaction Designers — whether practicing as Usability Engineers, Visual Interface Designers, or Information Architects — all attempt to understand and shape human behavior.

    Não vejo mal em você, Rodrigo, se intitular Interaction Designer. Enfim, acho que você já está bem resolvido e feliz com o seu título.

    Então fica aqui a minha sugestão, para uma oportunidade futura, no caso de você procurar um emprego numa dessas empresas de design nos EUA e mundo afora.

    Abração. Adorei o post.

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