Arquitetura de Informação
Arquitetura de Informação é, segundo Rosenfeld e Morville, a arte e ciência de organizar e rotular websites, Intranets, comunidades online e software para dar suporte à usabilidade e facilita a obtenção de informações. Este ramo também conta uma comunidade emergente de profissionais focada em trazer princÃpios de design e arquitetura para o ambiente digital, tornando nossas vidas online mais fáceis.
Por que projetos de mÃdias digitais precisam de arquiteto de informação?
Antes de a equipe colocar a mão na massa, desenvolvendo layout e sistema, uma etapa de uma boa metodologia de desenvolvimento não pode ser esquecida: a arquitetura de informação.
Nela vamos definir o fluxo de navegação, o posicionamento de elementos nas páginas (wireframes), definições dos label das seções (o inventário de conteúdo) trabalhando sempre esses elementos junto com os conceitos de usabilidade que ajudará em um bom uso da interface.
Documentação do Arquiteto de Informação
Alguns dos documentos da fase de Especificação que comunicam a solução da interface para o cliente e para a equipe de desenvolvimento:
Sitemap
Divisão hierárquica do conteúdo do site.São gráficos de representação esquemática do que está sendo desenvolvido no planejamento e mostra claramente que há um contÃnuo processo de inteligência por trás de casa decisão.
Inventário de Conteúdo
Definição do que se trata cada seção, com uma breve descrição, qual tipo de conteúdo e o tipo de arquivos.
Fluxograma de navegação
Definição de como vão ser cada interação no projeto, nesta etapa utilizamos o Vocabulário Visual de Garrett para demonstrar visualmente tanto para o cliente como para a equipe de desenvolvimento cada processo do projeto.
Wireframes
A documentação que mais se aproxima do layout. É o famoso layout sem grafismo, um esqueleto da página onde já se posiciona corretamente todos os elementos fundamentais do website, geralmente aplico os de baixa fidelidade mas em alguns casos é realmente necessário os de alto fidelidade com o produto final.
Metodologia de Desenvolvimento
Cada projeto tem necessidades e formas de desenvolvimento diferentes, mas sempre me baseio em quatro etapas da metodologia Moebius: Diagnóstico, Prognóstico, Desenvolvimento e Monitoramento Proativo. E nos conceitos propostos por Guilhermo Reis: pesquisa, concepção, especificação, implementação e avaliação.
Diagnóstico e/ou Pesquisa
É na fase de diagnóstico que conseguimos entender qual o problema que o cliente quer resolver. Baseados em itens elementares da metodologia, conseguimos propor soluções e ter uma previsão de quanto tempo demoraremos no projeto. Que na metodologia de Reis, essa fase também envolve a concepção, onde propomos a visão macro da solução.
Prognóstico e/o especificação
Com os objetivos já diagnosticados, desenvolvemos a documentação que vai ser essencial na fase de desenvolvimento. Esta é a fase onde mais participo nos projetos, documentando, testando em protótipos navegáveis ou protótipos em papel. É onde vamos definir em detalhes a solução para minimizar os retrabalhos na fase de produção/implementação.
Produção e/o Implementação
O projeto já está documentado, e provavelmente já testado, é hora de produzir. Assim, esta fase se torna bem mais rápida e sem custos adicionais, seja em despercÃdios de tempo ou trabalhos.
Monitoramento e/ou avaliação
Não basta somente densenvolver o projeto, precisamos acompanhá-lo; Portanto analiso as estatÃsticas, conferindo cada passo do público-alvo de nosso cliente. Para assim, detectar possÃveis ajustes e melhorias, oferecendo sempre o melhor e o mais eficiente.
Para desenvolver meus projetos tenho como referência a metodologia Moebius, desenvolvida pelo I-Group, descrita com mais detalhes no livro Mirando Resultados do Ricardo Almeida e Marcelo Oliveira. E o esboço de Metodologia para Arquitetura de Informação proposto por Guilhermo Reis em sua tese de mestrado.