A pragmática no processo de comunicação
Outros questionamentos surgiram com a Era da Informação, não somente de como lidamos com um volume de informação cada vez mais gigantesco e desordenado. Passou-se a discutir mais sobre nosso processo de comunicação, como lidamos, reagimos e compreendemos a informação.
Um campo da lingüística chamado pragmática estuda, segundo Weedwodd (1995), os fatores que regem nossas escolhas lingüísticas na interação social e os efeitos de nossas escolhas sobre as outras pessoas. E completa dizendo: “na teoria, podemos dizer qualquer coisas que quisermos. Na prática, seguimos um grande número de regras sociais (a maioria delas inconscientemente) que constrangem nosso modo de falar.”
Isso quer dizer que é importante saber – antes de começar qualquer processo de comunicação – quais normas de formalidade já foram assimilados por todos os usuários. E o que isso quer dizer? Quando criamos um texto ou um ícone é necessário saber para onde, com que objetivo e qual estilo você vai utilizar. É aquela máxima, quando você vai a um enterro, não chegará fazendo piada e rindo, não é verdade?
Outros campos como a psicolingüística ajudam a pragmática a se consolidar nos estudos do processo da interação social. Para Weedwodd (1995), esses dois campos juntos “investigam os estados psicológicos e as habilidades mentais dos participantes que terão um maior efeito sobre seu desempenho verbal – fatores como atenção, memória e personalidade”.
Existem outros campos que juntos com a pragmática pode nos ajudar a criar uma melhor experiência do usuário e não somente no meio digital. Porém, o que dá para ficar claro é que melhorar o desempenho verbal, aumentando fatores como atenção e memória do utilizador de todo tipo de artefato é bem atraente para qualquer desenvolvedor.
Referência
WEEDWOOD, Barbara. História concisa da lingüística. Parábola Editora: São Paulo, 1995.
muito bom!!!
adorei…=]